quinta-feira, 16 de julho de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
...sobre o meu amor pela Raposa

Vamos falar do meu amor pelo Cruzeiro Esporte Clube... mas vamos falar por etapas, por épocas, de acordo com minhas sensações e emoções, na difícil tarefa de tentar transformar todo o meu sentimento em palavras.
Sou Cruzeiro desde sempre. Minha infância foi brindada por uma época de glórias que me enchia de orgulho e só consolidava minha paixão pelo Azul Celeste, que apesar das muitas alegrias, é e sempre foi incondicional.
Antes de mim houve a fase “dream time”, quando a Academia Celeste contava com Tostão, Piazza, Raul... tempo de meu pai, que tripudia sobre minha inveja por não ter visto o Cruzeiro derrotar o Santos de Pelé, Pepe e cia., por 6x2, no Mineirão. É verdade que foi derrotado no 2º jogo, no Pacaembu, por um placar que não me lembro e não faço a menor questão de me lembrar; afinal, este não foi o placar que definiu a Taça Brasil de 1966, considerado o Campeonato Brasileiro da época.
Em 1976 veio a primeira taça “Libertadores da América”, quando o Cruzeiro venceu o River Plate por 3x2, em Santiago do Chile. Naquela época jogar a Libertadores não era tarefa nada fácil e campeonatos não eram decididos por pequenos detalhes, como faltas e cartões vermelhos; os jogos eram sofridos, construídos por belas jogadas e talentos individuais que se encaixavam e formavam um grande time. Respeito e muito o futebol moderno, competentemente representado por Luxemburgo, por exemplo, que abusa mais de esquemas táticos do que de talentos; mas sinto saudades daquela época... saudades sim, pois apesar de ainda ser um projeto de meus pais, nutro absoluta certeza de que de alguma forma estive lá.
Na década de 80, depois do time desfeito, o Cruzeiro precisou se reorganizar; mas eu já havia nascido, raposa é claro, quando veio Zezé Perrela! Aí começamos colecionar títulos! Aí veio a primeira Supercopa em 1991! A segunda Supercopa em 1992! A primeira Copa do Brasil em 1993, numa final contra o Grêmio. Em 1996 conquistamos a segunda Copa do Brasil, contra o Palmeiras, quando colocamos água no chope dos palmeirenses na festa armada do Palestra Itália... e eu me lembro que o gol que decidiu o título foi do Marcelo Ramos, que obrigou um belo frango de Veloso! – lembrando que não estamos falando dos campeonatos estaduais. Em 1997 ganhamos outra Libertadores, com Dida, Gottardo, Nonato, Palhinha, Marcelo Ramos, Elivelton, Ricardinho (Mosquitinho Azul)...
Em 1997 – ano em que colocamos mais de 132 mil pessoas no Mineirão ainda sem cadeiras, em decorrência da final do Estadual contra o Villa Nova – veio o mundial no Japão... e cinco horas da manhã eu estava no antigo Salsalito (Savassi), para ver o Cruzeiro perder por 2 x 0 para o Borussia Dortmund, da Alemanha. Sobre este jogo prefiro comentar apenas que quase perdôo o Zezé Perrela por substituir o ataque vencedor de 97, obrigando o técnico a sacar dois titulares para encaixar os dois novos contratados para esta partida, desestruturando o time; afinal, que eu me lembre esta foi a única grande besteira que o Zezé cometeu em 18 anos de clube, entre presidência e vice-presidência, juntamente com seu irmão.
Em 1998 fomos derrotados pelo o Corinthians, na final do Brasileiro. No ano seguinte foi a vez do Atlético perder para o Corinthians... eu não poderia deixar de comentar.
Em 2000 veio a terceira Copa do Brasil! Na decisão, um jogo emocionante contra o São Paulo, no finalzinho e empatado – o que significava adeus ao título –, eu estava lá no Mineirão, gritando como uma louca, totalmente descompensada! Quando então, numa falta a favor do Cruzeiro, em direção à Lagoa, na reta da meia lua, aos 43 do 2º tempo... eu não tinha mais unha pra roer... muita gente ajeitou a bola, mas quem correu e chutou a gorduchinha foi quem sofreu a falta... Giovanni... bola rasteirinha... cheia de marra... furando a barreira... há! Rogério Ceni nem viu! Goooooooooooooool!!! Acho que ainda teve até bola tirada em cima da linha, a favor do São Paulo... mas o título era nosso! Ah... grande Giovanni!
Depois disso perdemos a Copa Centenário para o Atlético/MG; ganhamos Juan Pablo Sorín; ganhamos a Sul-Minas contra o Atlético/PR, quando Sorín fez o gol do título; perdemos Sorín para o Juventos - Itália, muito a contragosto de toda a China Azul, como diria Alberto Rodrigues. E veio 2003... o ano da Tríplice Coroa!
Ganhamos o Campeonato Mineiro já com um time afinadíssimo, do gol ao ataque, com Luxemburgo no comando; depois a Copa do Brasil, numa final fantástica contra o Flamengo, em dois jogos emocionantes do início ao fim! Lembro-me do primeiro jogo, num Mineirão ainda sem cadeiras, tão lotado que depois de erguer os braços não consegui mais abaixar. E finalmente ganhamos o Campeonato Brasileiro, numa vitória por 2 x 1 sobre o Paysandu, quando o Cruzeiro conquistou o número de pontos necessários. Naquele ano foi testado o sistema de pontos corridos, e eu fiquei 28 horas na fila para comprar o ingresso, na sede do Barro Preto.
Em 2004 perdemos a Libertadores; ganhamos o Campeonato Mineiro; perdemos Luxemburgo, Alex, Aristizábal, Cris, Luizão, Maldonato, Mota, Zinho...
Enfim... eu poderia, e quereria, escrever muito mais sobre o meu time, pois isso me enche de orgulho, satisfação e ternura. Vamos falar sobre o meu amor pelo Cruzeiro, mas que fique claro que, como toda paixão, não há justificativas... sente-se e pronto, é fato consumado. O Cruzeiro Esporte Clube me conquistou, não sei quando, onde ou por que... sei apenas que, desde este então que não meço quando, sou cruzeirense de alma, corpo e coração.
TÃO COMBATIDO, JAMAIS VENCIDO!

O Cruzeiro foi mais uma vez tão combatido! ...fora de campo: o Leão rugiu, brigou e latiu o quanto pôde, até ser expulso; o Kalil falador falou, falou, falou e de tanto falar deu bom dia a cavalo, ou melhor, Raposa. O fato é que ninguém conseguiu tirar o brilho, a invencibilidade, e claro, o título do time celeste.
Apesar de se tratar de uma final contra o rival Atlético, o mesmo não deu nem para a saída. A diferença técnica entre os dois times era gritante; enquanto o Cruzeiro contava com bons jogares dentro de campo e também no banco de reservas, o alvinegro dependia tão somente do solitário Tardelli, os rugidos do Leão e as ameaças do presidente suspenso, Alexandre Kalil.
O Cruzeiro e sua imensa torcida, que nada têm a ver com os problemas do Galo, ganharam muito bem o primeiro jogo (5x0) e souberam melhor ainda administrar a boa vantagem no segundo.
Ao torcedor do clube atleticano resta catar os caquinhos; e se a típica arrogância dos galináceos deixar (principalmente do seu presidente suspenso) deveria rever seus conceitos: parar de se gabar das coisas que não possuem; deixar de se preocupar em dizer que tem mais torcedores que o Cruzeiro; e começar a ganhar títulos, pois o que faz um time ser glorioso e consequentemente aumentar sua torcida cada vez mais é isso: resultado.
A imensa China Azul fica mais uma vez com o grito “É campeão!” para partir com tudo na Libertadores, que com todo o respeito aos times e o Campeonato Mineiro, este sim é o título que a torcida tanto quer este ano.
A propósito... o Kalil falou que só iria reservar ao Cruzeiro 10% dos ingressos para o segundo jogo da final... acho que ele acabou se confundindo e trocou o destino dos ingressos, pois o que se viu ontem no Mineirão foi 01 Atleticano para cada 11 Cruzeirenses! Demos um banho, dentro e fora de campo!
sábado, 31 de janeiro de 2009
Primeira rodada

O time Azul Celeste teve dificuldades para passar pelo Uberlândia no Parque do Sabiá, em partida muito disputada e equilibrada, o que refletiu no placar 2x1.
Acredito que o Cruzeiro está no caminho certo, pois mostrou que mesmo em uma partida disputada, a raposa tem seus diferenciais: jogadores que desequilibram, e podem fazer a diferença e decidir uma partida.
Neste jogo este jogador foi o Ramires, que mais uma vez brilhou e a cada jogo prova à diretoria celeste que se o Cruzeiro almeja grandes conquistas este ano, é imprescindível que ele não seja negociado.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Saldo Final
Como já disse em comentários anteriores, acredito que o saldo final do Torneio de Verão foi positivo para os dois times: O Cruzeiro começa o Mineiro com a moral elevada, e o técnico Adilson Batista pôde constatar que a base do time (a mesma do ano passado) está ainda melhor, e que os jogadores que chegaram acrescentaram e se entrosaram bem ao time; enquanto o técnico Leão pôde observar os remanescentes de 2008 e encaixar os novos contratados.
Agora é esperar a primeira rodada do Campeonato Mineiro e torcer para que seja um campeonato competitivo e cheio de emoções para todas as torcidas!
Cruzeiro Campeão Torneio de Verão

Dizem alguns desinformados que o Cruzeiro levantou um caneco paraguaio; ou melhor, uruguaio; que somente havia quatro equipes e apenas dois jogos para cada um. Dizem também que o adversário brasileiro estava caindo pelas tabelas...
Contudo, pergunto ao torcedor mais atento e livre de emoções passageiras: e se, depois de passadas algumas décadas um analista da época relatasse os dados desta partida e dissesse que a equipe brasileira, Cruzeiro, ganhou tal torneio enfrentando a equipe do Nacional, em pleno Estádio Centenário, ganhando por 4x1?
Em minha modesta opinião, com o tempo um vice-campeonato será esquecido, ou pelo menos perderá grande parte do seu valor, mesmo que seja em um torneio de expressão; mas um título, mesmo que subjugado pelos alardes dos holofotes, será sempre lembrado.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Clássico é sempre clássico!

É verdade que foi um clássico atípico: fora do país; início de temporada, sendo o primeiro jogo oficial de ambas as equipes; e para muitos (os contrários ao torneio) um clássico sem motivações.
Certamente não foi um jogo de brilho intenso e motivação costumeira, mas nem por isso com menos rivalidade. O melhor clássico do Brasil (em minha opinião) é sempre, em qualquer situação, muito disputado e cheio de emoção dentro e fora das quatro linhas; afinal, as torcidas de Cruzeiro e Atlético sempre dão um show à parte até em Montevidéu.
Para amantes do futebol moderno, onde qualquer jogador mediano vale uma fortuna, e onde jogar totó em suas horas vagas pode causar desgaste muscular, eu recorro à clássica frase “Clássico é clássico”. E eu quero ver Cruzeiro e Atlético disputando uma partida sempre! Pode até ser Torneio de Inverno ou jogo na lua, será sempre um respeitoso
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Preparação interrompida
O calendário de futebol brasileiro está prestes a iniciar mais uma temporada em nossos gramados. Aqui nas Gerais teremos o início do Campeonato Mineiro, que desejamos ser mais competitivo que os anteriores. Agora que o América está de volta à elite estadual, espero que honre sua tradição e faça frente a Cruzeiro e Atlético, como nos velhos tempos; tarefa esta que já há alguns anos tem sido muito bem cumprida pelo Ipatinga.
Entretanto, para Cruzeiro e Atlético a temporada começa um pouco antes, através do Torneio de Verão no Uruguai. Será um quadrangular entre os dois times mineiros, além de Nacional e Penãrol do Uruguai.
O torneio sido muito criticado por todos, principalmente pelos técnicos Adilson Batista e Leão. Eles dizem preferir a preparação "caseira" mesmo. Devemos destacar que de fato existem riscos neste tipo de disputa em meio à pré-temporada: lesões, esforço muscular demasiado e o fato de interromperem a preparação tão planejada pelos técnicos.
Mas também não podemos ignorar algumas vantagens: os dois times entrarão no Campeonato Mineiro com um bom ritmo de jogo; os técnicos poderão avaliar jogadores que acabaram de chegar; testar esquemas táticos... sem falar que serão dois "amistosos" ou "jogos treino" de luxo. Há também a cota para o vencedor do torneio no valor de R$ 400 mil, quantia considerável levando-se em conta a crise em que os clubes se encontram. Não é nada mal, principalmente para o mais que endividado Galo.
Isso tudo por apenas dois jogos, não acho ruim. Creio que serão duas apresentações valiosas para ambos os técnicos e também para a diretoria dos clubes.
Coisa de menina

s mulheres estão entendendo cada dia mais, discutindo e participando efetivamente do mundo do futebol; sejam como jornalistas esportivas, comentaristas em programas especializados, assessoras de comunicação de clubes, fazendo parte do quadro de árbitros da CBF e, claro, jogando.
E como têm evoluído neste quesito, principalmente no Brasil. Há uma semana tivemos pela terceira vez consecutiva a brasileira Marta como melhor jogadora de futebol do mundo, eleita pela FIFA. Quem diria que o tão saudoso futebol arte, já há muito não visto nos gramados, reencarnaria em nossa craque brazuca.Entretanto, nós que somos apaixonadas por futebol ainda precisamos combater o preconceito que persiste por aí... e eu sou mais uma colaboradora para que tenhamos sempre nosso espaço dentro do meu, do nosso futebol!
